30 maio, 2013

Filha de um francisco.

Vidas e sequencias, vidas não são vidas sem sequencias de acontecimentos. As de sempre, obviedades.
Sou uma sequencia, filha de francisco. Um francisco. Um circuito de consequências, entregue e tomado.
Embora sempre possamos desejar que as sequencias sejam consequências de nossos humanos planos, elas frequentemente nos agridem e nos abraçam em seguida pra mostrar, que no bolso do tempo, estão as surpresas, e as incertezas, a vida crua, nua e obscena, esse emaranhado inconstante que é acordar todas as manhas e tomar meu café, hoje um tanto frio demais. 
As palavras são secas e me chicoteiam quando caem pela garganta, mas com um pouco de água limpa, respiro o pensamento, escuto o silencio e fica simples e respeitável engolir o sentimento parnasiano, e abriga-lo como deve ser, em algum lugar do meu amago. 
Fugirei,talvez esse tal, dentro de mim. Tornando, melhor que ontem, pior que amanha, só sendo, ate não ser. Eis você ai vida. 
Levo o bom, meu bom, eu sou, eu sinto, eu o crio, mastigado e engolido por mim, amável delicioso amor. Venha me mostrar vida.
Queria eu ser caçador de bolsos, e não vitima aceita e certa, desse rumo sem fundo. É Pra sempre o Tempo.

               

                       Enquanto,
                       

                                       Thamires Queiroz.




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