31 janeiro, 2013

De não-limitados, será que o inferno está cheio?


Você já pecou, sim, não?! como tem certeza!? Defina pecar... alguém?!
Já comi um punhado da irá, me deixando enlouquecer pela raiva, pisoteando qualquer motivo pra me levar a lucidez, dando espaço a selvageria literalmente. Já encostei minha cabeça junto a inveja e contei a ela toda a minha insatisfação por não ter um corpo igual ao daquela moça, ou simplesmente me indignei com o fato de fulano ter algo que merecia ser meu. Já comi um chocolate inteiro só pra não dividir com ninguém. Já falei coisas pra machucar, e trai a confiança mesmo sabendo o que era o certo a fazer. Constantemente me importei só comigo e lutei só por mim, usando argumentos sórdidos pra me sobressair. Já fiz e desfiz levando na brincadeira. Perdi as contas de quantas vezes quis matar pessoas somente pelas escrotices faladas. Já cedi ao prazer, e me declinei por fugaz desejo. Já me afundei e amei estar afundada. Já me entreguei ao que a sociedade ensinou ser algo errado, ao que meus pais abominam e mesmo assim vivo em paz, feliz como nunca fui. Já orei pra deus pedindo vida, já orei pra deus pedindo morte. Já orei pra deus nenhum, e sim já xinguei "o" Deus nenhum. Acordo cada dia mais com uma estranha falida não pertencente, e incapaz de "ser" o que a própria família precisa. Já reconheci erros e os cometi novamente, um ciclo vicioso. Já senti, fui e sou ninguém que ainda não fez nada. Já sei que todos pecaram assim e acho graça. E o pior de tudo? é que não me sinto errada. Sou "humana demasiada humana" como diria Nietzsche, e de alguma forma tudo é valido não é?! pensando de um jeito otimista coisas assim ajudam a transcender, se é que há alguma forma de transcender essa casca idiota vulgo humanidade. Talvez esse seja o meu maior delito; Acreditar que todo pecado pode ser justificado. 
Em mim vejo todos os tipos de pecado, mas afinal quem sou eu pra anunciar tal coisa?
E ai me pergunto...Independente de religião, -esqueçam por um minuto essa estereotipagem por favor- digo no intimo, no interno do que você imagina pra si; pra onde vai tudo isso? céu ou inferno? Aonde diabos está o meu paraíso
Poderia nomear o paraíso neste momento. Poderia nomeá-lo como a semana passada ou amanha. Os dias que eu sorri por sorrir e gritei de raiva seca. Aos dias ambíguos como hoje, poderia compara-lo a sensação rica dos beijos que ganho mesmo sendo miserável, a tormenta de uma noite adoentada de saudade do que chegarei a ser um dia ou ao céu colorido de horror. O paraíso é a vida e o som da voz da sua irmã. Este é o paraíso que conheço, o meu paraíso são os meus pecados diários.
Que paraíso é este? Será que vale a pena mesmo limitar o hoje, sendo que á uma possibilidade do meu paraíso ser só agora? Será que querem, desejam de nós a limitação do hoje? O medo de pecar?


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe o seu comentário, Elogie, dê dicas, critique, fique á vontade, toda ajuda é bem-vinda!