27 novembro, 2012

Um exemplar, varias prateleiras.


Um livro, velho e escancarado pra quem tem a chave, reconhece a chave ou apenas á ganha por ganhar. Travado apenas pelo cinismo de quem acha que possuí o saber.
Abismado com a falta de amor e a facilidade de amar, intensificado com o tamanho da colisão que as coisas podem se abater em você, muito boas ou muito ruins.
Um livro não caro, livro por vezes de antiquário, com seu minimo valor e alguns rabiscos veementes em meio a paginas amareladas de tanto foliadas, fodidas e arregaçadas, que fazem alguns criarem apreço.
Livro solto e quase sempre oco, oco e cansado de entender um enredo que pra inúmeros só deus pode conhecer. 
Esse livro peca um pouco de cada pecado, um pouco e um bom bocado em nome da melodiosa musica que chamam de existência, a verdadeira eu digo. Acredita-se que a mesma melodia distorcida por hora, canta e faz valer a pena se você deixar. 
Os motivos de paginas tão decadentes e cheias - de acordo com mentirosos- venustidade, são o tamanho dos seus mergulhos profundos e corajosos na historia, nas palavras, frases e entre linhas do mesmo livro, tal compartilhando sem medo a sua grave escrita, deixando mudar o roteiro e o sabor, mudando a cada mergulho, transcendendo a si mesmo por amor á se jogar de cabeça na vida. 
Livro repetitivo e cheio de rostos iguais, um nariz, dois olhos, e uma boca completando com dois ouvidos que quase sempre não servem de nada, esse somos os livros. Diferentes em um mundo grande, talvez, mas parte do igual, do modelo, sem nenhuma mera exceção.
Livros metódicos e livros livres, livros de 10 paginas ou 600, sem alterar a essência por seu tamanho, significados diferentes, só. 
A mais curiosa parte, são os livros padrões, que condenam literaturas distintas como se fossem abismos no paraíso. Dogmáticos e cheio de olhares nada gentis, esses mesmos se julgam perfeitos e de religião impossível de não ser seguida, abolindo ate das ruas quem apenas quer a cura pros teus porquês. Mentira deslavada e encurtada essa deles, limitados pelo modo conservador de enxergar. Se pudesse pedir, pediria a eles apenas uma chance de pensar,  e ler, repare que não digo AGIR, só pensar que cada qual é como é, sem tirar nem por, e que temos o direito de tudo enquanto isso não afeta o próximo.
Muitas linhas são escritas sem rumo e perfeição, apenas são, e vão e vão... Sempre á sorte pra quem sente veracidade em escritas excêntricas assim. 
Não há segredo nisso. Cada livro sabe as paginas que possuí. 
A questão é que livros são livros em qualquer lugar, e a sempre a necessidade de lê-los, entende-los e come-los vivos, ou em quaisquer tempo ama-los. 
Só sei que são de carne e osso tanto quanto eu, há sangue meu correndo neles. 
Eu sou este um, assim como você, assim como nós. 

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