05 outubro, 2012

O Nirvana


Talvez seja a minha banda favorita, minha, e de mais uns milhões. Talvez eu só escute demais. Não conheci sozinha, mais sou grata a quem me apresentou, umas das melhores coisas que já fizeram por mim.
Pra falar de Nirvana, primeiro temos que saber o significado do nome.
Começo a gostar de Nirvana, desde a escolha do nome. De acordo com a concepção budista, o Nirvana seria uma superação do apego aos sentidos, do material e da ignorância; tanto como a superação da existência, a pureza e a transgressão do físico. O "estado nirvana", é como conseguir atingir uma pureza em esprito, de calma, libertar, se ir além do que se vê, dá forma física.
Lindo não?
Certa vez Cobain citou:  "Eu queria um nome que fosse uma espécie de bonito ou agradável e bonito em vez de um nome punk rock mesquinho, obsceno como Angry Samoans."
A banda foi fundada por Kurt Cobain e Krist Novoselic em 1987. Com o tempo eles acabaram popularizando um subgênero do rock alternativo, o Grunge. Grunge pra quem não sabe, caracteriza-se por bandas que elevam nas doses de sarcasmo e angustia, tratam de assuntos delicados, das vontades, liberdade, alienação social, o confinamento do ser humano em si. Geralmente negam-se a fazer toda aquela aparição de rock star. Muita gente não entende esse estilo, e por não entender, acha que não gosta.
Depois de "Smells like teen Spirit" o Nirvana explodiu, de desconhecida passou a ser a principal banda da Geração X, tornou-se porta voz de uma geração que crescia rapidamente pós a segunda guerra mundial, jovens que dia-após-dia, respeitavam menos os pais, viviam o medo do futuro incerto, não tinham muita fé em deus, jovens que não achavam errado transar antes do casamento ou odiar a Rainha Elizabeth ll. 
Tudo isso soou errado para Kurt, não era essa a mensagem que ele queria passar. Ele parecia odiar realmente toda a atenção que recebeu, quando lhe deram este rotulo. Logo veio o álbum "In Utero", mudando pra alguns a percepção da banda. 
O jeito que o Nirvana toca é o que mais me encanta. O contraste incrível que uma unica musica pode ter, perdida em meio á versos calmos e simples, intercalando com uma grande barulheira, e um refrão extremamente pesado. É um padrão frenético. As letras completam algo que parece não poder ficar melhor. 
Na minha playlist pessoal, facilmente você encontrará, The man who sold the world, All apologies , About a girl, In bloom, My girl, Polly, Lithium, Something in the way, Rape me, Come as you are, e com toda certeza Smells like teen Spirit. Minhas prediletas. Recomendo.
Impossível falar de Nirvana e não pensar em porquê diabos Kurt teria que tirar a própria vida. 
Será que ele não tinha ciência do que a morte dele era? O Vicio em heroína junto com a depressão acabaram com o gênio? A imagem publica era muita pressão para o desde sempre atordoado Kurt? O casamento com C. Love o destruiu?
Não sei, um mistério.


 A unica coisa que surge em minha mente é que ele realmente não sabia lidar com a própria vida, a sua arte. 
Ou talvez ele tenha ido além demais de si mesmo, pra voltar atras. 
Mais isso é só com ele. Não o tenho como um egoísta, do tipo "Ele nos privou de toda a sua arte", porque afinal a vida era dele. Pelo contrario, fico feliz dele ter deixado um legado tão magnifico pra tanta gente. 
No final de que adiantaria poder ver um show ao vivo de Kurt, em cima da infelicidade do cara? Melhor ele morto e feliz por ter feito o quis da própria vida. 
Só Lamento, talvez as coisas pudessem ser diferentes. Não sei mesmo.

Pra quem realmente sente, o Nirvana nunca deixou de existir. 





Com vocês, The man who sold the world  

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