30 setembro, 2012

Enfim, o início.

Eu relutei muito quanto a ideia de ter um blog.
Primeiro porque realmente tinha preguiça, e segundo porque ter um blog implica em ter que escrever, e escrever, pra mim, nunca foi uma obrigação. Só escrevo quando sinto. Sinto as palavras, sonoras, cada silaba misturada a mim, mergulhadas na minha voz, palavras agitando o meu estômago.  E como isso tem acontecido com mais frequência do que nunca, decidi que era hora de parar com a relutância.
Mudei a forma de pensar.
Ter um blog é mais complicado do que parece.
Não simplesmente pelo medo de se expor, pelo contrario, pelo medo de me IMPOR.
Impor ideias, sentimentos, qualquer coisa que eu não tenha certeza. Por que sim, eu não tenho certeza de nada.
Pode ser clichê agora, mas total verdade -obvia e nova- para Sócrates no momento em que falou a épica formulação "Só sei, que nada sei", me fez pensar.
Como posso escrever sobre algo que nem eu mesma tenho certeza?
Torno a dizer que não tenho certeza de nada nessa vida.
E isso me torna aberta a conhecimento, a minha duvida de um tudo.
Por isso o meu receio, receio de me contentar com os textos do meu pequeno blog. De começar a acreditar realmente no que escrevo e tornar a verdade das minhas palavras incontestáveis. Medo do dogma.
Mais uma barreira que consegui transcender.
Consegui ultrapassar esse medo através dele próprio. Usando o medo da ignorância como motivação pra escrever aqui. Que especie de criatura eu seria se me limitasse a não ter um blog, pelo simples medo de me limitar? continuaria fechada nisso, sem sair do lugar.
Eis os motivos. Agora chega de porquês.
O nome do blog "Je séme á tout vent" tradução do francês, "Eu semeio todo vento" Era o lema de
Pierre Larousse, o cara das enciclopédias. Procurei saber. Me conquistou  assim que li. O cara era foda.
Desde essa frase, que encontrei por acaso enquanto via uma imagem de um dente-de- leão (uma flor pra quem não sabe, linda e significativa por sinal) , iniciei uma viagem pelo oculto. O oculto do estar, dos sentimentos, do eu, do nós, do infinito que é existir. E até agora vivo em meio á rascunhos, incertezas, e filosofias. E gosto, e quero sempre mais.
Não chego nem perto da perfeição, e das minhas criações não espere o mesmo.
Sou humana, demasiada humana, como todos.



2 comentários:

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